"As folhas de outono não caem
porque querem
é porque é chegou sua hora".As árvores também
não são eternas. Tudo tem um princípio e um fim.
Minha natureza é envelhecer.
Não há nenhum modo de escapar do
envelhecimento.
Minha natureza é ter doença e saúde.
Não há nenhum modo de escapar de ter doença
e saúde.
Minha natureza é morrer.
Não há nenhum modo de escapar da morte.
Tudo que desejo e todos a quem amo tem a natureza
da mudança. Não há nenhum modo de escapar da
mudança.
Minhas ações são meus únicos pertences verdadeiros.
Eu não posso escapar das consequências de minhas
ações. Minhas ações são o solo onde estou.
Não sei... Se a vida é curta ou longa demais para nós,
mas sei que nada do que vivemos tem
sentido,
se não tocarmos o coração das pessoas.
Não seja nem curta nem longa demais
mas que ela seja intensa, verdadeira, pura...
Enquanto durar.
A Beleza da Velhice.
O filho pequeno, com a curiosidade de quem ouviu
uma nova palavra,
mas ainda não entendeu seu
significado, perguntou à sua mãe:
- “Mamãe,
o que é velhice? "
Na fração de
segundo antes da resposta, ela fez
uma viagem ao passado. Lembrou-se dos momentos
de luta, das dificuldades, das decepções.
Sentiu todo
o peso da
idade e da responsabilidade em seus ombros.
Tornou a
olhar para o filho, que, sorrindo, aguardava
uma
resposta:
- "Olhe
para o meu rosto, filho" , disse ela.
- "Isto é a velhice".
E imaginou o garoto vendo as rugas e a tristeza
em seus olhos. Depois de alguns instantes, o menino
respondeu
- "Mamãe! Como a velhice é bonita!"
"Eu
não tinha este rosto de hoje, assim calmo,
assim triste, assim
magro, nem estes olhos tão vazios, nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força, tão paradas e
frias e mortas; eu
não tinha este coração que nem
se mostra.
Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa,
tão fácil: em
que espelho ficou perdida a minha
face?”
"Eu não tinha este rosto de hoje, assim
calmo,
assim triste, assim magro, nem
estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos
sem força, tão paradas e frias
e mortas; eu não tinha este coração que nem se
mostra.
Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa,
tão fácil:em que espelho ficou perdida a minha face?”
“Só na
velhice a mesa fica repleta de
ausências.
Chego ao fim, ma corda
que aprende seu limite
após arrebentar-se em música.
“Só na velhice a mesa fica repleta de ausências.
Chego ao fim, uma corda que aprende seu
limite
após arrebentar-se em música.
Creio na cerração das manhãs.
Conforto- me em ser apenas homem.
Envelheci,
tenho muita infância pela frente”.
Bem-aventurados aqueles que compreendem
os meus passos vacilantes e as minhas mãos
trêmulas.
Bem-aventurados os que levam em conta que
meus ouvidos captam as palavras com dificuldades,
por isso procuram falar-me mais alto e
pausadamente.
Bem-aventurados os que percebem que meus olhos
já estão nublados e as minhas reações são lentas.
Bem-aventurados os que desviam o olhar, simulando
não ter visto o café que, por vezes, derramo sobre a
mesa.
Bem-aventurados os que sorriem e conversam
comigo.
Bem-aventurados os que nunca me dizem:
"Você já me contou isso tantas vezes!"
Bem-aventurados os que me fazem sentir
que sou amado e não estou abandonado,
tratando-me com respeito.
Bem-aventurados os que
compreendem quanto
me custa encontrar forças para aguentar minha
cruz
Bem-aventurados os que
me amenizam os últimos
anos sobre a Terra.
Bem-aventurados todos aqueles que me dedicam
afeto e carinho fazendo-me,
assim, pensar em Deus
quando entrar na Eternidade, lembrar-me-ei deles,
junto ao Senhor!
Amém!